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sexta-feira, 29 de março de 2013

DIA B
O  “Dia B”, B  de Badminton, como é evidente, nasceu de uma ideia do Professor Vilar Moreira e foi concretizada por uma Comissão, constituída por ele próprio, Henrique Pinto, Dr. Pedroso Pimenta e René Perlico.
O primeiro “Dia B” realizou-se em 20 de Junho de 1965… nesta data, com efeito, ficou decidido o figurino, futuro do “Dia B” e é constituído por um Torneio de Pares, pois “Dia B” sem Badminton, não seria “Dia B”, na frase feliz de René Perlico, que fez carreira, seguido de um almoço de confraternização.
René Perlico escreveu a propósito do “Dia B”:
Por amável anuência do Director da Escola Técnica Elementar de Nuno Gonçalves, o 1º “Dia B” desenrolou-se inteiramente nas esplêndidas instalações daquele estabelecimento de ensino. Melhor local não poderia ter sido escolhido, porque o Ginásio da Nuno Gonçalves oferece condições ideais, para a prática do Badminton, como constituiu uma das mais importantes alavancas da expansão da modalidade e, por conseguinte será sempre um dos locais que mais gratas recordações poderá oferecer, aos pioneiros do Badminton português.
Também o almoço foi servido, no amplo refeitório daquela Escola, o que permitiu um maior á vontade para todos os convivas, dispensando-se o protocolo sempre indesejável, em reuniões de camaradagem e de desportistas.
Após o almoço falou-se inevitavelmente, de Badminton e do 1º “Dia B”. não se fizeram discursos formais mas apenas cada um disse o que sentia, sem preocupações de retórica.
Antes, porém foram distribuídas medalhas comemorativas do 1º “Dia B” a todos os presentes e anunciada, a Comissão que irá promover, o 2º “Dia B” na invicta cidade do Porto. Os seus nomes - Eduardo Cardoso, Norberto Teixeira, Álvaro Rosas e António Miranda - garantem desde já, o êxito que a iniciativa merece.
De facto realizou-se no Porto o 2º “Dia B”, seguindo-se Ovar, em 1967, Lisboa em 1968, o
Ovar em 1970, Lisboa em 1972, em 1975 na Vila de Peniche teve lugar o sétimo “Dia B” e também a homenagem prestada ao Professor Nuno Belo. que com sua esposa foram os convidados de honra do almoço. Aqui se estabeleceu que o oitavo “Dia B” seria no Porto, numa organização dos pioneiros nortenhos.
Recordem-se aqui os nomes dos que estiveram presentes no primeiro “Dia B”, António Miranda, Alcides de Oliveira, esposa e filha, Prof. Vilar Moreira, Carlos Malaquias e esposa, Alberto Machado Pinto, Carlos Gonçalves e esposa, Norberto Teixeira, Fernando Moreira da Silva e esposa, Dr. Pedroso Pimenta e esposa, Henrique Pinto, esposa e afilhado, Dr. Mesquita Guimarães, esposa e filha, Eduardo Cardoso e Renato Cruz.
Como convidados, os senhores Fernando Alexandre (Diário Popular), António Marques Azevedo (Chefe do Pessoal Menor da Escola Nuno Gonçalves) e Constantino Silveiro (Continuo do Liceu Gil Vicente).
Dos nomes referidos há três que participaram em sete edições “Dia B”: António Miranda, Carlos Malaquias,  e Dr. Pedroso Pimenta.
Como curiosidade, registe-se que o “par” vencedor do primeiro “Dia B” foi constituído por Moreira da Silva e Norberto Teixeira, enquanto o último (sétima edição), pelo Dr. Mesquita Guimarães e Dr. Alberto Fernandes.
Para fechar (com um sorriso) transcrevemos a quadra que nesse ano de 1965 foi dedicada ao Dr, Jorge Cruz:
                              Jorge Cruz sempre a direito,
                              O seu jogo vai vendendo;
                              Quanto mais penas amolga,
                              Mais cabelo vai perdendo!
Entretanto, decorreram já doze anos. Parece que foi ontem…

- Artigo de: Adelino de Magalhães
- Publicado por: Revista “Badminton”
-Em: 1977


sexta-feira, 30 de novembro de 2012



Badminton em Família
Até Quando?
A evolução do Badminton nos últimos anos tem sido extraordinariamente significativa. Não há comparação nenhuma, efectivamente, o que hoje temos e o que ontem existia. Neste capítulo, ressalvemo-lo bem, apenas o esforço produzido poderá ser paralelo – muito embora, nos tempos que correm, os métodos e as possibilidades sejam outros e naturalmente, a permitirem um progresso inequívoco e sempre crescente.
Hoje, com efeito o Bqdminton é já um desporto que além de atraír milhares de praticantes, vai atraindo, também  espectadores interessados em seguir e jogo que em beleza e emotividade, nada fica a dever aos restantes.
Muitos lamentam, todavia que esses (bons) espectadores não sejam em número suficiente para mais valorizar, a nossa modalidade. Estamos habituados, todos, a assistir às nossas provas com a presença quase invariável dos mesmos rostos. Uma sessão de Badminton, nestas condições torna-se monótona e apenas revestida daquele intusiasmo que os próprios praticantes lhes emprestam. Falta, sem dúvida “calor” no Badminton. Aquele “calor” que noutros países lhe é garantido por milhares de entusiastas.
Que espectáculo inolvidável representa para a modalidade um pavilhão completamente cheio de gente, vibrando com as grandes jogadas e aplaudindo aqueles que as concretizam.
Vai sendo tempo de acabarmos com o Badminton “em família” que se prática em Portugal. Se muito foi realizado no sentido de o enraizar e incrementar em todo o país, é chegada a altura de algo tentarmos, no sentido de tornar o Badminton, numa modalidade não só popular para os que a praticam (questão fundamental), mas também popular para os olhos daqueles que não a praticando, lhe encontram motivos de interesse, de emoção e de beleza.
Os nossos Campeonatos internacionais, muito embora, a T.V. os transmitisse na sua fase mais importante tiveram, “ao vivo” uma assistência de algumas centenas de pessoas. Imagem pobre de uma modalidade rica em aspectos significativos e que, por isso mesmo é credora de um interesse mais positivo.
Infere-se, pois, que alguma coisa está por fazer nesse campo importante da expansão do Badminton. Aos dirigentes actuais e futuros se pede um esforço novo, capaz de em tempo breve, vermos as nossas provas rodeadas de um ambiente diferente, de um “clima” mais propício à sua desejada popularidade. E quanto mais cedo se fizer esse esforço, , quanto mais depressa esquematizamos um plano com essa finalidade, mais rapidamente o Badminton
 atingirá uma expressão susceptivel de o impor como modalidade “ideal”.
Ontem como hoje, continuamos a pensar que a chave de um possível e desejado êxito está nas escolas, melhor dizendo, nas camadas jovens.
Teremos, pois, de nos voltar para os estabelecimentos de ensino e principiar aí um verdadeiro trabalho, de conseguirmos ao cabo de vinte anos, eliminar, ainda que lentamente, um tipo de badminton, que em igual período de tempo tem sido jogado verdadeiramente “em família”

- Publicado por: Revista Badminton
- Em: Novembro de 1976

domingo, 25 de novembro de 2012


1º Curso de Juízes Árbitros
Uma iniciativa que merece o aplauso de todos nós e cuja realização há muito se fazia sentir como extraordinariamente necessária aos próprios interesse da modalidade, foi o que em Julho último (dias 10 e 11), a Federação Portuguesa levou a efeito, com os melhores resultados e que se designou por, o Primeiro 
Dos vinte sete participantes – já que o número de participantes foi muito superior – apenas três não conseguiram, no final, reunir os requisitos indispensáveis para obterem uma classificação positiva.
Infere-se, portanto, que esta utilíssima iniciativa da F:P:B. conheceu um êxito praticamente completo, pelo que estão de parabéns, não só os “diplomados”, como o próprio organismo máximo que assim prossegue uma indispensável política de valorização do jogo e do que a ele se dedicam, com carinho e entusiasmo.
Aos que não puderam participar, neste Primeiro Curso de Juízes-Árbitros poderá desde já ficar a certeza de que terão acesso ao próximo, a realizar em tempo oportuno.    
Os vinte e quatro Juízes-Árbitros da Federação Portuguesa de Badminton são os seguintes:
- Zona da Grande Lisboa - Acácio Ramos, Azevedo e Silva, João Mega, José Paulo Assunção, Pinto Costa, Luís Carvalho, Mário Araújo, Martinho Patrício e Leitão Machado
- Zona de Santarém - José Louro
- Zona de Leiria - Nuno Bello
- Zona de Portalegre - João Baião
- Zona do Porto - Amália Guedes, António Ribeiro e Delfim Guedes
- Zona de Faro - José Águas
- Zona de Aveiro - Fernando Gouveia e João Catão
- Zona de Braga - Albertino Araújo e Dantas Leite
- Zona de Viseu - Carlos Alberto e Duarte Gonçalves
- Zona de Setúbal - Nelson Neto
 Formaram a mesa do júri do primeiro curso de Juízes-Árbitros de Badminton, Srs. Dr. António Pedroso Pimenta, João Braz, Francisco Lemos e José Bento
Publicado por: Revista Badminton
Em: Novembro de 1976    

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



Internacionais do Sporting Clube de Espinho
Integrado nas comemorações dos seus sessenta e dois anos de vida, o Sporting de Espinho levou a efeito no Pavilhão “Joaquim Moreira da Costa Júnior, um torneio internacional de badminton.
A competição que decorreu durante dois dias com o maior interesse e intusiásmo, teve a participação de 90 jogadores, representantes de um clube espanhol e onze nacionais.
Os resultados das finais, foram  os seguintes:
- Singulares Homen/Seniores - Henrique Ruiz (C. Alerta de Vigo) - Henrique Neto (Liceu A. Herculano) - 2-0 (15-1 /15-4)
- Pares Homens/Seniores - Henrique Ruiz/José Bastos (C. Alerta de Vigo) - Delfim Guedes/José Tanqueiro (CDUP) - 2-1 (15-8/12-15/15-7)
- Pares Mistos/Seniores - Amália Guedes/Delfim Guedes (CDUP) - Manuela Pereira)Mário Pereira (Liceu A. Herculano) - 2-0 (15-8/15-8)
- Singulares Senhoras/Juniores - Susana Maria (Galitos de Aveiro) - Hermínia Lemos (Clube de Albergaria) - 2-0 (11-0/11-1)
- Singulares Homens/Juniores - Jorge Evangelista (Clube de Albergaria) - Victor Leite (SC Espinho) - 2-0 (15-1/15-4)
A classificação colectiva ficou assim ordenada:
- 1º Liceu Alexandre Herculano
- 2º Centro Desportivo Universitário do Porto
- 3º Clube Alerta de Vigo
- 4º Famalicense Atlético Clube
- 5º Sporting Clube de Espinho
- 6º Clube de Albergaria
- 7º Universidade de Aveiro
- 8º Associação Artistica de Avanca
- 9º Clube dos Galitos de Aveiro
- 10º Grundig de Braga
- 11º Associação Cultural do Monte / Murtosa
- 12º Centro Juvenil Salesiano / Porto

Artigo de: Fernando Gouveia
Publicado pela: Revista Badminton
Em: Março de 1977    

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Treinador Inglês Dirige Cursos
Terminaram á poucos dias os cursos que a Federação Portuguesa de Badminton levou a efeito, sob a orientação de um técnico inglês.
Na impossibilidade de fornecermos os respectivos resultados neste número, adiantaremos, no entanto, que a federação enviou convites de participação aos seguintes filiados:
CURSO DE TREINADORES – Alfredo Gonçalves, Nelson de Carvalho, Rui Damásio, Alegre dos Santos, José Bento, Isabel Rocha, Guilherme Trindade, Luís Quinaz, Luís Barroso, dr. Jorge Cruz, Pinto Costa, Jorge Cruz, Tavares de Carvalho, João Mega, João Braz, Carlos Leitão Machado,, Marques da Costa, Francisco Lemos, Nuno Bello, Monge Dias, Delfim Guedes e Otílio Gonçalves
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DE JOGADORES - Nelson de Carvalho, José Bento, Isabel Rocha, António Carreira, José Pessoa, Margarida Cruz, Isabel Cruz,, António Crespo, Cristiano Gaspar, Ana Luísa  João Nogueira, Serafim Brandão, José Baptista, Paulo Jorge, Teresa Leal, Ana Margarida, Luís Carvalho, Teresa Pereira, Cristina Paulino, José Ramada, , José Assunção, Rui de Sousa, Vila Carvalho, Luís Gonçalves, Susana Gonçalves, Carlos Gonçalves, Oliveira Lopes, Guilherme Trindade, Luís Quinaz, Luís Barroso, Pinto Costa, Jorge Cruz, João Mega, João Braz, Carlos Leitão Machado,, Marques da Costa, Francisco Lemos e Monge Dias
CURSO DE FORMADORES – Adelino Gonçalves, Albertina Silva, Ana Amaral, António Santos, António Cruz, António Torres, Monge Dias,  Carlos Ferreira, Fernando Gouveia, Francisco Lemos, Guilherme Trindade, João Pombo, João Cruz, João Conceição, José Raposo, José Assunção, José Bento, José Aguas  Lavínia Pais, Luís Gomes, Isabel Rocha, Maria Isabel Gomes, Mário Garcia, Natércia Oliveira, Nelson Neto, Nelson Carvalho,  Rui Damásio, Delfim Guedes, José Delgado, João Baião, Fernando Simões, Joaquim Potes, José Manuel, Fernando Mamede, Acácio Ramos, Angelina Silva, Amália Guedes,  Tanqueiro da Silva e José Braga
Os Cursos de Treinador e Especialização de Jogadores decorreram nos ginásios de Pedro Nunes, Nuno Gonçalves e Cesário Verde enquanto o de Aperfeiçoamento de Formadores, nas instalações do I.S.E.F.à Cruz-Quebrada.

Publicado na: Revista Badminton, em Novembro de 1976